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Subnotificados, casos de Oropouche atingem 2% da população brasileira

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Dados sobre a Febre do Oropouche divulgados nesta terça-feira (24) indicam que a incidência real da doença é muito superior às ocorrências notificadas, com até 200 casos reais para cada episódio conhecido. Entre 1960 e 2025, a doença já infectou 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, das quais ao menos 5,5 milhões no Brasil.
O Vetor e a Transmissão
A febre do Oropouche é transmitida aos humanos pela picada de mosquitos do tipo Culicoides paraensis, conhecido na Região Norte como maruim ou mosquito-pólvora. Os dados foram reunidos por um consórcio de pesquisadores da University of Kentucky, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Expansão e Surtos
Manaus é o principal centro da região amazônica na dispersão da doença. Devido à sua grande conexão aérea e terrestre com outras cidades, a capital amazonense age como um polo de dispersão para outros centros, como Espírito Santo e Rio de Janeiro, que foram bastante impactados em 2024.
O estudo revisou 32 surtos identificados desde 1955 no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Panamá. Somente no Brasil, foram identificados 19 surtos. Segundo os pesquisadores, a diferença entre casos confirmados e o número real de infecções ocorre devido ao acesso limitado a serviços de saúde na bacia amazônica e pela alta proporção de casos assintomáticos ou leves.
Sintomas e Gravidade
A infecção pode provocar um quadro febril semelhante ao da dengue e outras arboviroses, o que dificulta a identificação e o tratamento corretos. Os sintomas incluem:

A doença] tem um ciclo silvestre muito bem esclarecido e, mais recentemente, a gente tem observado ciclos urbanos nas capitais, o que era pouco comum até pouco tempo”, explicou o diretor de Operações do Instituto Todos pela Saúde, Vanderson Sampaio.

  • Febre súbita;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e articulares.
    Em casos graves, a doença pode evoluir para complicações neurológicas, problemas materno-fetais e óbito.
    Tratamento e Prevenção
    Atualmente, não existem vacinas licenciadas nem antivirais específicos disponíveis. O tratamento é focado no alívio dos sintomas. Pesquisas indicam que anticorpos adquiridos há décadas ainda são capazes de neutralizar cepas recentes, sugerindo uma imunidade de longa duração.
    Os autores do estudo afirmam que estratégias de controle focadas apenas em mosquitos urbanos (como o Aedes aegypti) não são suficientes para conter o Oropouche, exigindo esforços adicionais de vigilância em áreas de contato com mata degradada.

Por Agência Brasil Publicado em: 24/03/2026 às 11:39

  • Veículo: Portal O Dia (ig.com.br)
  • Título Oficial: Subnotificados, casos de Oropouche atingem 2% da população brasileira
  • Data de Publicação: 24 de março de 2026, às 11:39 (Horário de Brasília)
  • Autor/Crédito: Agência Brasil (Redação O Dia)
  • URL Original: Acessar matéria completa
  • Direitos Autorais: © 1996 – 2026 O Dia

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